segunda-feira, 2 de abril de 2012

Noventa Dias



    Quando você me virou as costas parecia que meu mundo iria desmoronar, e desmoronou em partes, foi triste, sofrido.
    Mas não posso dizer que esses dias foram infernais, porque eles também me trouxeram muitas alegrias, me trouxeram ensinamentos que vão ficar pra vida inteira. Alcancei tantas coisas enquanto estamos longe, e me parece que sem o choque de me ver sem você nada disso teria acontecido.
    Noventa dias depois não parece que passei por tudo isso, eu me reencontrei aonde tinha perdido e hoje vivo mais por mim e menos por você.
    É inevitável não relembrar com pesar ou não todos os momentos vividos, as vidas divididas.
    Não existe esquecimento quando nos entregamos tanto e sei que tudo me fará recordar, como aquela vez em que conversamos sobre um filme, seus gostos que passei a conhecer, a porta por onde você entrou tantas vezes, a musica que você tocava pra mim, dentre outros mil motivos que farão você vir a tona no meu futuro. 
    Quando nos falamos novamente você disse: você me conhece muito bem. Mas é lógico e você também me conhece bem e vai ser assim até que um dia a gente se perca no mundo e nos tornemos velhos amigos ao mencionarmos nossos nomes nas historias do passado.
    Sei que nada vem em vão, e jogo tudo ao vento porque ele sabe melhor do que ninguém aonde me levar.

Meu filho, os caminhos estão muito mais abertos do que você imagina que eles parecem tortosMas é por esses caminhos que parecem tortos que você tem que caminhar, e as coisas vêm ao seu encontroVocê só tem que escutar os caminhos e seguir por eles. (Caio Fernando Abreu)

sábado, 31 de março de 2012

Depois


Nós dois
Já tivemos momentos
Mas passou nosso tempo
Não podemos negar
Foi bom
Nós fizemos histórias
Pra ficar na memória
E nos acompanhar
Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também
Depois de aceitarmos os fatos
Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém
Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Já não se encantarão os meus olhos em teus olhos


Já não se encantarão os meus olhos em teus olhos,
já não se alcamará junto a ti a minha dor.
Mas para onde for levarei teu olhar
e por onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. Que mais?
Juntos fizemos uma curva na estrada onde o amor passou.
Fui teu, foste minha. Serás do que te amar,
do que em teu horto corte o que só eu semeei.
Parto. Estou triste: mas eu estou sempre triste.
Deixo os teus braços. Não sei para onde vou.
... Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.

Pablo Neruda

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Os Ultimos 100

Não irei entregar a carta que escrevi,
será por falta de oportunidade, 
das ruas que não se cruzam, dos quilômetros que nos separam,
será por falta de coragem, 
dos olhos que não se encontram, da raiva que te amarga,
será por falta de verdades,
das frases imergidas, da nossa briga abafada
Nunca saberei a reação dessas linhas
escritas à mão, com grafia trêmula e comovida
e sinceramente, não saber é tudo que me convém
não almejar você, a nada mais te dever
os últimos 100 motivos que já te dei
e uma nota para cada dia que já chorei,
e na falta de palavras, jamais precisar escrever,
cartas que não uso meu nome,
que guardo na gaveta, desamparada e solitária,
sem assinatura, manchada de lágrima,
e que ninguém,
- além de você-  poderia ler...

[Ana Andreolli]



;)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Jamming



Viajar e encontrar a mim mesma aonde eu me deixei a alguns meses atrás.
Encontrar a inspiração e o que me faz mais que bem, me faz feliz!
Sentindo uma paz maior que o mundo, hoje eu me libertei.
Jamming!!!

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar, rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar, diga que só vou voltar
Depois que me encontrar.
Quero assistir ao sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar.
Eu quero nascer, quero viver!
(Cartola)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Peito Vazio - Cartola


E continuo a repetir essa musica sem cessar, 
na esperanca que uma hora eu perceba que finalmente a imensa saudade se esvaiu!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Saudades de mim



As palavras já não saem
E as lágrimas também
Já não caem.
Não sei se o que se passa
Se a vida ainda me abraça
Ou se eu já morri.

Sei que já não sou,
Que não me reconheço
Nem tão pouco me pareço
Com a outra, que era eu
E que para mim morreu.

Tenho saudades de mim
Onde a vida corria sem fim
E a força das emoções
Soltava em jorradas
Gargalhadas,
Lágrimas e palavras
Em mil sensações.

Tenho mesmo saudades de mim...

(Maria Sousa)